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[poéticas]

Cadernos de Campo:
A cidade sem imagem

 

2017, 2018

realizado em parceria com Casa Plana e

Espaço Cultural Porto Seguro

São Paulo

 

Registros de atividade realizada no Espaço Cultural Porto Seguro e vizinhança. São Paulo, 2018.

Foto: Felipe Arruda

Expedições urbanas realizadas às cegas. 

 

De quantas maneiras é possível reconhecer uma cidade? Ao privilegiarmos a visão como base para apreensão do mundo ao nosso redor colocamos em segundo plano os outros sentidos - tato, olfato, audição e paladar. Com isso deixamos de lado também a ideia de que eles fazem parte da experiência urbana e que com isso nos auxiliam na construção das nossas referências.

O projeto foi concebido como uma atividade coletiva, onde propus aos participantes que realizassem expedições exploratórias às cegas em duas áreas da região central da cidade de São Paulo. A primeira edição ocorreu a partir da Casa Plana, centro cultural localizado no edifício Copan, em agosto de 2017. A segunda edição, em maio de 2018, foi promovida pelo Espaço Cultural Porto Seguro, localizado no bairro de Campos Elísios. 

 

Ambos exercícios consistiram em percorrer um trajeto privado da visão - guiado por um companheiro que não estava vendado - e a partir disso realizar relatos orais e escritos da experiência. 

 

Antes do início do exercício cada dupla recebeu um documento escrito com orientações para o desenvolvimento criativo da atividade. Não havia no entanto regras ou orientações definitivas sobre os percursos a serem realizados, uma vez que o objetivo era que a criação da atividade fosse compartilhada com os participantes. A única regra fixa envolvia a troca de posição entre as duas pessoas que formavam cada dupla: ambos deveriam guiar e serem guiados. O objetivo é que todos experimentassem o espaço da cidade de dois modos diferentes e com isso criassem, cada um, duas narrativas paralelas. 

Os exercícios buscaram permitir não só a ampliação da nossa capacidade de compreensão do espaço da cidade mas também da sua criação. Afinal, se não vemos, precisamos imaginar.  

helena cavalheiro . arte e arquitetura, fronteiras fluidas . ©2024

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